Oliver | Cão Com Manteiga

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Oliver So

Eu sou o Oliver, tutor do virinha Elvis e consutor de comportamento canino.

Sou formado em Publicidade e trabalhei por bastante tempo em agências de comunicação. Até que, por volta de 2012, me interessei por outro tipo de comunicação: com os animais.

Minha vivência com cães começou quando eu era pequeno. Claro que não entendia nada de comportamento canino. Fui surpreendido um dia depois da escola, quando cheguei em casa e o Boogie estava lá. Era um cocker que minha mãe havia comprado. Gostava muito de brincar com ele. Mas, por orientações erradas, minha mãe não conseguiu educá-lo para fazer as necessidades no lugar certo. Tinha muito cheiro de xixi por toda a casa. Depois de alguns meses, fui surpreendido novamente, mas de forma bem ruim. Meus pais haviam doado o Boogie para uma família com uma casa grande e um quintal.

Foi muito triste, mas quando resolvi estudar e entrar para a área do comportamento canino, não foi essa a situação que me veio à mente. Coincidiu com a chegada do Elvis em casa. Ele foi resgatado da rua por uma amiga e eu estava procurando um cão para adotar. Eu e minha esposa vimos a foto de divulgação dele e quisemos na hora. Ele chegou receoso e foi se soltando aos poucos. Tinha uma reatividade forte com outros cães. Do tipo que latia e descontrolava mesmo vendo de bem longe. Procurei ajuda de um adestrador, que já chegou usando biribinha para suprimir a reatividade. Ele ficou apavorado. Eu me assustei com a forma de treinar e parei.


Fui estudar e entrei para uma empresa de adestramento em São Paulo, onde encontrei pessoas muito boas e importantes para a minha formação. Incluindo a Ju. Comecei com o método que usava o reforço positivo, mas também usava punição. Ao longo do tempo, ganhando experiência e estudando outros profissionais e fontes científicas, somado à experiência inicial com o Elvis, optei por deixar de usar punição, focando no bem-estar, na qualidade de vida, na empatia e na comunicação com os cães.

 

Minha experiência com meu filho - humano - também ajudou na minha formação. Não, eu não treino cães como pessoas, nem adestro meu filho. Mas durante todo o aprendizado que eu tive na educação dele, e que continuo tendo, me deparei com uma forma de comunicação inédita para mim até então. E, junto de minha esposa, fomos estudar sobre formas de educar, entender e comunicar com ele. Encontramos na disciplina positiva e na criação com apego algo que fazia muito sentido para nós: entender o comportamento dele como forma de expressão das sensações e emoções, e trabalhar para que a comunicação funcione nas duas vias. Amparando e oferecendo ferramentas para o melhor desenvolvimento dele. Com os cachorros, é a mesma coisa!

 

Dessa forma, eu chego até aqui. Tentando melhorar a vida dos bichos e de suas famílias. Com os pés no chão, vendo a realidade dos tutores, a natureza do animal, respeitando a todos e aproveitando os benefícios que essa relação entre bichos e humanos é capaz de trazer.